Volte
no tempo e lembre-se: Quando você era criança, como costumava se divertir? Com
que tipo de brinquedos brincava? Que tipo de brincadeiras fazia? Costumava
brincar com quem? Ok, não é nenhum segredo que o mundo está cada vez mais
tecnológico, as crianças tem acesso cada vez mais cedo a celulares, tablets,
etc, etc, etc., e se perguntarmos para uma criança hoje se ela sabe o que é
brincar de “esconde-esconde” por exemplo, ela vai te olhar e dizer: “O quê?” Por
outro lado, se você, assim como eu, está sempre sendo enganado pelas
tecnologias “avançadas deste novo tempo”, não hesite em pedir ajuda a uma
criança, ela com certeza te dará uma aula sobre tecnologia. Tudo bem, sem
hipocrisia, é claro que o mundo cercado de tecnologia deixa a nossa vida
infinitamente mais fácil, afinal é maravilhoso tomar um banho quentinho, deitar
no sofá confortavelmente e assistir TV, ou falar com pessoas do mundo inteiro
através da internet. Perfeito. Mas meu ponto aqui é: Será que devemos rever
nossos conceitos sobre o que é bom? Será que cruzamos a linha do “bom” e
chegamos a linha do “exagero”?
- Nasci! Vou postar nas redes sociais!
Muitas
pesquisas mostram que nós estamos ficando cada vez mais reféns da tecnologia e
estamos deixando de lado nossos “amigos de verdade”. Todos já vimos aquela cena
bem comum: Vários amigos numa mesa de bar, restaurante, enfim. Porém, cada um
no seu “infinito particular”, conhecido também como celular. Ou seja, por que
as pessoas se encontram se já não conversam mais entre si?
Sábio quem disse que "uma boa rede social continua sendo a velha roda de amigos".
(De preferência sem o celular).
Este é apenas um
ponto. Pesquisas mostram também que ao vermos que um amigo posta a "felicidade" nas redes sociais, nos leva a curtir a compartilhar a felicidade alheia, assim todos acreditam que estamos sempre felizes e temos uma
vida perfeita. Sem contar pesquisas indicando que a população ficou mais burra (o que não me surpreende, afinal, estamos nos acostumando a ter
máquinas que fazem tudo o que um dia usamos o cérebro para fazer). Nem preciso
meu aprofundar muito nesse assunto, todos sabemos as consequências do avanço da
tecnologia, sejam esses positivos ou nem tanto. A tendência é ficarmos cada vez
mais desunidos, nos iludindo e correndo o risco de sermos dominados pelas
máquinas que construímos com a proposta de facilitar nossas vidas. Esse último
ponto me assusta um pouco. Até porque essas máquinas estão cada vez mais tecnológicas
e são desenvolvidas com o propósito de ser a nossa “Imagem e Semelhança”. Será que vamos
chegar a uma era em que robôs viverão nossa vida e nós seremos seus escravos?
Sinceramente, não quero estar presente para ver a ficção se misturar à realidade.
Só eu acho isso assustador?
Filmes sobre o tema:
*Eu, Robô;



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