Vamos nos situar: estamos
em 2013, em pleno século XXI, onde nós, seres humanos e mortais somos
completamente dependentes de nosso trabalho. Será?
Aqui vai um pouco de
história. Lá pelo século XIX, após a Revolução Francesa, o trabalho tornou-se
essencial para o crescimento e organização das pessoas. Porém, as pessoas
trabalhavam muito. Mesmo. E a palavra lazer não existia no vocabulário desse
povo, que era tratado como escravo. É claro que mesmo nos dias de hoje, o
conceito se aplica quando falamos de algumas empresas. Agora você me pergunta
onde quero chegar falando sobre isso. Quero trazer um pouco deste conceito para
os dias de hoje. Depois de muitas guerras, revoluções e tudo mais, surgiram
novas leis no que diz respeito ao trabalho, como a diminuição de carga horária,
direito a horas extras e tudo mais. Resumindo, hoje em dia as pessoas se
organizam de maneira muito melhor e não procuram viver em função do trabalho.
Muitas pesquisas indicam que esse “hábito” cultural mundial de priorizar o
trabalho tem trazido algumas consequências, que são bem conhecidas. Pessoas
mais estressadas, doentes e tudo quilo que já sabemos. Existem inclusive,
séries de tratamentos médicos para os chamados “viciados em trabalho”, que
deixam suas vidas, sua saúde, sua família de lado, priorizando os interesses da
empresa.
Aqui entra o meu
segundo ponto: A importância da “falta” de trabalho. Não no sentido de não ter,
mas no sentido de administrar seu tempo de modo a atender os seus interesses
(principais) e os da empresa (secundários). Aquele tempo em que vivíamos nossas
vidas em função de uma empresa já passou, hoje em dia temos que priorizar
nossas vidas. Muitos (bons) líderes já sabem disso, e trazem para as
organizações de hoje uma nova forma de administrar, afinal, o fator humano é o
que se tem de mais importante dentro da empresa, e deve ser valorizado.
Portanto, vamos nos
dar direito a férias, reorganizar nossas prioridades e dar valor ao que
realmente importa, até porque nossa vida é a principal “empresa” que merece
nossa melhor administração. Um poeta, certa vez disse que: “O mundo anda tão
complicado”... Acho que temos o direito
de tentar “descomplicá-lo”, pelo menos um pouquinho.



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