Trecho da música
Minha Alma, da banda O Rappa. Ótima música por sinal, que traz uma das
mensagens principais desta banda, que tem letras de responsabilidade social,
falando sobre educação, violência, segurança, etc.
Com certeza você deve ter
ouvido falar e visto o vídeo do cidadão que andava de moto em São Paulo quando foi abordado
por dois marginais que queriam roubá-la. Sem reagir, o rapaz entregou o veículo,
ao mesmo tempo que um policial que passava pelo local atirou em um dos bandidos
(excelente atitude!) enquanto seu comparsa fugiu. Pra quem não viu, segue abaixo:
Como a cidade toda tem falado
disso, vamos abrir um parêntese para falar um pouquinho sobre a segurança. Ou
melhor, sobre a FALTA de segurança que cerca São Paulo.
Ao ver essa notícia,
me surpreendi positivamente com relação à atitude do policial. Há muito tempo
estamos decepcionados com a nossa polícia. É cada vez mais comum vermos
reportagens denunciando policiais corruptos que trabalham em parceria com
criminosos, quando o que devem fazer é impedi-los de cometer crimes.
Mas espera
aí, o policial Antonio Bernardo, que foi aquele com senso de responsabilidade e
de comprometimento, que de maneira muito correta e profissional, IMPEDIU um
assalto, ou seja, nada mais fez do que seu próprio trabalho, foi PUNIDO E AFASTADO DE SUAS ATIVIDADES POLICIAIS! O quê? Estou um pouco confusa aqui.
Desde sempre, imaginei que o policial deveria fazer exatamente isso: impedir
que bandidos cometessem crimes. Agora, quando um policial faz isso, recebe
como agradecimento a punição e afastamento de sua rotina? Não entendo mais
nada.
Há anos a violência
em São Paulo tem dado saltos e crescido exorbitantemente. Os paulistas declaram
que “todos são reféns”. Do jeito que as coisas vão indo, seremos cada dia mais,
afinal, como a música diz, as grades que deveriam servir para a proteção acabam
se tornando as celas de nossas próprias prisões. Ainda mais com policiais que
são punidos ao nos proteger.
Maria do Rosário é
secretária dos Direitos Humanos e deu uma declaração à respeito do assalto que
foi impedido pelo policial. Disse que ficou “comovida” quando assistiu o vídeo.
Disse ainda que “Tem que ser levado em consideração o fato de que essas pessoas,
que não tiveram oportunidade de estudar, trabalhar e receber salários dignos,
adquirir bens, na verdade, são vítimas da sociedade. Por isso, acabam se
enveredando para esse chamado Mundo do Crime”. O que dizer dessa declaração? Primeiro,
fica claro que as Secretarias e Comissões de Direitos Humanos tem
definitivamente, contratado os “profissionais” errados. Segundo, Dona Maria do
Rosário, eu conheço pessoas, VÁRIAS pessoas, que assim como este BANDIDO,
também não tiveram grandes oportunidades para estudar, trabalhar etc. e tal.
AINDA ASSIM, NÃO SE ENVEREDARAM PARA O MUNDO DO CRIME. Buscaram outras
alternativas, e hoje são pessoas trabalhadoras e de vidas dignas. Portanto, não
venha tentar me convencer a ter pena de um bandido, que teve o que mereceu e deve
pagar por seus erros sim. Não venha tentar inverter os valores, querendo
mostrar que a atitude corretíssima de um policial deve ser discriminada e o ato
de roubar deve ser considerado algo positivo, porque NÃO É.
É simplesmente
vergonhoso termos que falar sobre isso, mostrando para nossos governantes que
atitudes certas devem ser respeitadas e repetidas, quando eles deveriam
cultivar isso. A sensação de impunidade e de desânimo é eminente e infelizmente
fica cada vez mais e mais difícil acreditar no Brasil.




Nenhum comentário:
Postar um comentário