Todos os dias temos
visto o quanto a mobilidade em São Paulo é um problema. Inclusive, presenciamos
essas cenas ao andar de carro, de metrô, de ônibus ou até mesmo a pé. A
situação chegou num ponto tão insuportável, que mobilizou a prefeitura a buscar
recursos e novas políticas comportamentais para procurar resolver o problema. Não
preciso explicar o que aconteceu para que a situação chegasse aonde chegou. O
crescimento desordenado da metrópole, bem como o êxodo rural, fez com que São
Paulo se tornasse uma das cidades mais populosas do Brasil. Sem contar ainda,
que de alguns anos pra cá o preço dos veículos diminuiu consideravelmente,
fazendo com que o cidadão que não tivesse um carro conseguisse comprar o seu, e
o que já tivesse um, acabasse comprando outro. Resultado: O caos nas ruas,
avenidas, estradas e rodovias paulistas e paulistanas.
Congestionamento enfrentado pelo paulistano todos os dias.
Voltando a bater na
mesma tecla, o progresso é bom? É óbvio que sim.
Desde que seja planejado e
organizado. Se não, nos deparamos com cenas como as que vemos todos os
dias. Os governos estiveram tão preocupados, durante tantos anos com a lavagem
de dinheiro nas obras de metrô superfaturadas que se esqueceram da população.
Quando decidiram pensar (ou fingir que pensavam) nos cidadãos, já era tarde e o
caos já estava instaurado. Exemplo: O secretário dos Transportes Metropolitanos da gestão Alckmin afirma que "jogamos dois anos fora nas obras da linha lilás". Ou seja, a obra da linha lilás do metrô em SP
demorou anos, vários anos para ser construída, culminando com a corrupção, lavagem
de dinheiro, troca de prefeitos e mais escândalos (novidaaaaaaaade).
"Puts, ainda bem que é só em época de eleição". (Geraldo Alckmin)
Detalhe, a
obra ainda não está completamente pronta. Está em processo de construção, ou
melhor, de expansão. O prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, mais
de uma vez, declarou que precisamos de políticas voltadas para o melhoramento
do transporte público. Todos sabemos disso, seria maravilhoso viver numa cidade
em que as pessoas preferissem ir trabalhar, sair, ou fazer qualquer coisa
dependendo exclusivamente do transporte público e não tirassem seus carros da
garagem. No Japão, por exemplo (lá vou eu me atrever a comparar Brasil e Japão)
as pessoas optam por não ter carros. Fazem questão de depender exclusivamente
do transporte público. Deem uma olhada no mapa do metrô em Tóquio:
Já diz meu amigo: Se você quiser ir do céu ao inferno, no metrô de Tóquio é possível.
Outro exemplo é Nova
Iorque, que também tem um dos maiores mapas de metrô do mundo:
Em São Paulo, o
cidadão demora em média quase três horas por dia dentro do carro. Ninguém fica
satisfeito com isso, é óbvio. Mas hein, ninguém que tem condições de ir ao
trabalho de carro todos os dias vai deixar de fazê-lo para usar o transporte
público na situação em que se encontra hoje. Todos os dias, passam pelo metrô de SP cerca de 3,7 milhões de pessoas, fazendo com que este seja o metrô mais lotado do mundo.
Será que as
bicicletas seriam uma alternativa? Talvez, desde que os carros saibam respeitar
o espaço destes veículos, afinal é muito triste você ir trabalhar de bicicleta
e de repente perceber que perdeu um braço, por exemplo.
Realmente, a
população precisa de políticas comportamentais para que comece a usar mais o
transporte público, porém que este tenha condições de receber esses cidadãos.
Portanto, antes de políticas, precisamos de seriedade e investimento no
transporte de SP, que hoje, sinceramente, é uma vergonha.
Congestionamento por congestionamento... Qual é o pior?




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Será que que são consegue um dia ser uma cidade com crescimento ordenado?
ResponderExcluirOlá Flavia, post muito interessante, e muito reflexivo!!! Agora a foto do Alckmin, só mostra como os políticos são uns...................
ResponderExcluirGrande abraço e obrigada por passar no meu blog!!!!!!!!!!!!!!
gostei bastante !!
ResponderExcluirpassem pelo meu blog: http://joaofontesestevensselos.blogspot.pt/